Olhos d’água: Em Olhos d’água, Conceição Evaristo oferta a leitoras e leitores uma gama de personagens já clássicos da literatura brasileira, como Ana Davenga, Duzu-Querença, Maria, Cida, Di Lixão, Ardoca, dentre outros que nos conduzirão por caminhos que discutem a exploração de classe, o racismo e a condição feminina. O livro reúne narrativas avassaladoras sobre as permanentes violências impostas à população negra e pobre, mas também é uma obra sobre força, resistência e construção do futuro. Becos da memória: Em Becos da memória, Conceição Evaristo recolhe as vozes de uma favela ameaçada de desaparecer. Pelos olhos atentos de Maria-Nova, acompanhamos famílias obrigadas a deixar suas casas, levando consigo lembranças, afetos e histórias que nenhuma demolição consegue apagar. Entre a pobreza, a violência e as desigualdades que moldam a vida da comunidade, florescem solidariedade, dignidade e resistência. Com uma escrita sensível e visceral, o romance transforma os becos em território de memória e devolve presença àqueles que tantas vezes são expulsos também das narrativas oficiais. Ponciá Vicêncio: Em Ponciá Vicêncio, Conceição Evaristo narra a travessia de uma mulher negra em busca de si, de sua família e das raízes que a sustentam. Da infância moldada pelo barro à vida na cidade, Ponciá carrega no corpo as marcas da pobreza, do racismo e de uma história familiar atravessada pela escravidão. Enquanto procura a mãe e o irmão, são os fios da memória que a conduzem de volta à própria identidade. Uma obra delicada e profunda em que a experiência individual se transforma em retrato coletivo das dores, resistências e esperanças do povo negro brasileiro. Canção para ninar menino grande: Em Canção para ninar menino grande, Conceição Evaristo acompanha os caminhos e descaminhos de Fio Jasmim para revelar as complexidades da masculinidade negra. Para além dos gestos de força e dos estereótipos da virilidade, surgem a solidão, o desejo, o medo e a dificuldade de amar. Com uma escrita profundamente humana, a autora reconstrói esse homem-menino em suas dores e contradições, entre os afetos que oferece e as feridas que deixa. Uma narrativa poética sobre o amor, as memórias e as marcas que o tempo inscreve nos corpos e nas relações. Histórias de leves enganos e parecenças: Histórias de leves enganos e parecenças é marcado pelo realismo animista. A obra de Conceição Evaristo abre espaço para a reinvenção de histórias a partir do reconhecimento do valor que os povos historicamente subjugados atribuem à fantasia, à magia e à fé, compreendidas também como formas de resistência e sobrevivência. Nesta coletânea de contos, a elaboração literária da autora adensa o sentido dessas narrativas, inspiradas nas religiões e culturas tradicionais, bem como nos relatos ouvidos no convívio familiar, dando forma a uma literatura herdeira das ancestralidades africanas e afro-brasileiras, de extraordinária beleza poética e imagética. Insubmissas lágrimas de mulheres: O elo tecido com técnica literária irrepreensível e grande densidade afetiva em Insubmissas lágrimas de mulheres revela um retrato de solidariedade, ao tocar no que é essencial, no que comove, aproxima e une as mulheres. Assim, uma literatura que parte de um ponto de vista bem demarcado - as vivências de mulheres negras - desperta o sentimento de alteridade em leitores dos mais diversos contextos. É uma literatura que alcança dimensão universal, pois os afetos, as reflexões e os deslocamentos provocados pela leitura desses contos são frutos que apenas a boa literatura, aquela capaz de nos transformar, pode oferecer. Poemas da recordação e outros movimentos: Em Poemas da recordação e outros movimentos, Conceição Evaristo articula diversos recursos de criação literária, como uma rica expressão poética, a tematização de questões afetivas, sociais, familiares e religiosas, uma voz autoral bem definida, o belo senso rítmico e o uso de intertextualidades. A coletânea abarca a crítica social e a profundidade de cada experiência, despertando emoções graças à empatia que se estabelece entre os leitores e a expressividade emotiva e literária da autora, como no poema “Da calma e do silêncio”, em que faz despontar os “mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra”. Quando eu morder a palavra: Quando eu morder a palavra reúne entrevistas com a escritora Conceição Evaristo, realizadas por Vagner Amaro, e um guia complementar no qual o pesquisador Henrique Marques Samyn apresenta, analisa e indica perspectivas de leitura para os romances Ponciá Vicêncio, Becos da memória e Canção para ninar menino grande, os livros de contos Insubmissas lágrimas de mulheres,Olhos d’água e Histórias de leves enganos e parecenças e a coletânea Poemas da recordação e outros movimentos. Essa coletânea inclui, entre outros, o poema “Da calma e do silêncio”, iniciado pelo verso “Quando eu morder a palavra”, inspiração para o título deste livro, que oferece ao leitor um percurso pela aguerrida vida literária, pela Escrevivência e pela exitosa trajetória autoral de Conceição Evaristo.
A Livraria Aláfia tem como principal missão disseminar o conhecimento das múltiplas matrizes que formam nossas principais religiões tradicionais. Buscamos instigar a procura das origens, das práticas e dos rituais presentes em tais religiões, descortinando universo rico de manifestações plurais de nossas identidades como brasileiros. Além disso, procuramos diversificar nossos produtos a fim de oferecer uma experiência profunda de autoconhecimento.